04 maio 2010

BP usa cúpula para deter vazamento de petróleo


A British Petroleum (BP), proprietária da plataforma que explodiu e afundou no Golfo do México, provocando um dos maiores desastres ecológicos da história, revelou nesta segunda-feira que já concluiu a enorme cúpula que pretende colocar sobre o ponto de vazamento do petróleo.

"Pensamos em descarregar a cúpula amanhã (terça-feira) e esperamos ter o sistema instalado e operando no prazo de uma semana, disse o chefe de operações da BP, Doug Suttles.

A enorme cúpula, de 70 toneladas, será instalada no fundo do mar, sobre o local do vazamento, "e nos permitirá reunir o petróleo e bombea-lo, por um encanamento, até um navio chamado ''Enterprise'' na superfície".

Ex-executivos da Petrobras e Repsol criam petrolífera

Na onda de crescente interesse pela atividade de exploração e produção de petróleo no país, uma nova empresa surge com apetite para ocupar um espaço hoje frequentado por poucas de médio porte. Depois da OGX, Starfish (hoje controlada pela Sonangol) e HRT, só para citar as mais novas no setor, nasce a Barra Energia Petróleo e Gás, administrada pelo ex-presidente da Repsol YPF, João Carlos França de Luca, e pelo ex-presidente da Thompson & Knight nos Estados Unidos e da Petrobras América, Renato Bertani. E a empresa já ganhou um financiador de grande porte, o First Reserve Corporation (FRC). Vai participar com até US$ 500 milhões de investimentos em exploração e produção de petróleo e gás no país.

O prazo para desembolso dos US$ 500 milhões pelo FRC vai depender da velocidade com que as oportunidades surgirem, explica De Luca. Will Honeybourne, diretor geral do First Reserve Corporation, fala da atração pelo Brasil. "Vemos uma economia forte, um regime regulatório estável, um bom acesso à infraestrutura e também um país rico em recursos naturais relativamente inexplorados", disse. Ele elogiou a estabilidade das regras estabelecidas nos contratos de áreas do pós-sal.

30 abril 2010

Repsol YPF vai investir até US$ 14 bilhões no pré-sal

A petroleira espanhola Repsol YPF anunciou ontem planos de investimento de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões no Brasil, entre 2010 e 2014. Na segunda metade da década, outros US$ 6 bilhões a US$ 9 bilhões estão previstos. Os valores podem crescer, de acordo com o desenvolvimento dos projetos. Sócia da Petrobrás no pré-sal, a Repsol estuda a abertura de capital no País, que envolveria uma empresa responsável por seus ativos brasileiros.

Os principais investimentos irão para a produção de Guará e Carioca, descobertas do pré-sal da Bacia de Campos, operadas pela Petrobrás. A Repsol tem 25% da concessão e espera decidir sobre o investimento no fim do ano. A expectativa é que Guará produza 250 mil barris de petróleo equivalente (somado ao gás) por dia em 2016.

A fatia da Repsol em Guará representará um acréscimo de 108 milhões de barris de petróleo equivalente às suas reservas até 2014. Entre 2015 e 2019, a companhia pretende apropriar outros 139 milhões de barris com o projeto. Além do poço Guará, a concessão tem os poços Guará Sul, que deve começar a produzir em 2013, e Guará Norte, com início de operações previsto para 2016.