01 março 2010

Petróleo e gás: o boom na oferta de vagas no mercado

Estabilidade e status. Os dois quesitos são provavelmente a mola propulsora para a grande maioria dos 247 mil inscritos no processo seletivo da Petrobrás, cujas inscrições se encerraram em 29 de janeiro. O número mostra o quanto a área de Petróleo e Gás ainda está em alta, principalmente com o boom do Pré-sal em 2009.

Para se ter uma ideia da real demanda na área, a previsão é de 200 mil vagas sejam oferecidas nos próximos cinco anos. A estimativa é do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Promimp). E o melhor: as vagas vislumbram todos os níveis: médio, técnico e superior.

A alta empregabilidade é um fator de destaque, segundo o coordenador do curso de Petróleo e Gás do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), Lunardo de Sena. “Muitos de nossos alunos recebem propostas antes mesmo de colarem grau”. Constatação parecida tem a gerente comercial da Microlins em Natal, Márcia Castro.

Os cursos particulares são uma alternativa para os do IFRN, que oferecem apenas 36 vagas por semestre, sendo 50% exclusivas aos estudantes egressos da rede pública. No caso da Microlins, o curso “Capacitação em Indústria de Petróleo e Gás” não tem status técnico, mas profissionalizante, e é mais curto, um ano. O investimento aproximado é de R$1.500,00 para as 120 horas/aula. “O estudante conclui profissionalizado para atuar nas áreas de Indústria do Petróleo, Plataformista, Logística, Saúde e meio ambiente, Refino, Gás Natural e Segurança”, diz Márcia. “De forma geral eles podem atuar nas terceirizadas em atividades que exijam nível médio ou mesmo fazer o concurso para nível médio da Petrobrás”.

O salário médio na área privada, segundo ela, depende muito da função, variando de R$ 800 a R$1,5 mil, sendo maior se for concursado. “Quem tem disponibilidade para ir para fora e viajar, tem mais chances de emprego. Tem gente que assim que chega em Macaé (RJ), por exemplo, é logo empregado”. A procura é tanta que na sexta-feira cinco turmas, com uma media de 100 alunos concluíram a capacitação. “Alguns deles receberam propostas durante o curso e se transferiram para o Rio de Janeiro”.

Petrobras gera 12 mil empregos diretos no RN

Atualmente a Petrobras no RN gera 12 mil empregos diretos e cerca de 50 mil indiretos. E mantém parcerias com instituições formadoras de mão de obra especializada na área de petróleo e gás e já investiu em Ciência e Tecnologia no Estado um total de R$ 172,35 milhões, no período 1999 a 2009.

A UFRN é uma das instituições parceiras que recebe investimentos da Petrobras para atividades de ensino, pesquisa e extensão. O impacto desta ação da Companhia contribuiu para a criação de 4 programas de recursos humanos, 3 novos cursos de graduação e 1 pós-graduação ligados a atividades da indústria do petróleo.

Os programas de Formação de Recursos Humanos da UFRN voltados para o setor petróleo são PPGCEP – Programa de Pós-Graduação em Ciências e Engenharia do Petróleo; Graduação em Química do Petróleo; Graduação em Engenharia do Petróleo (2º curso do Brasil) e Graduação em Geofísica.

A Petrobras também mantém parcerias em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica - RN (IFRN) e Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) na área de Responsabilidade Social.

“Empresas terceirizadas exigem mais”

As empresas terceirizadas que atuam na área de Petróleo e Gás são exigentes com a mão de obra que busca admitir. A informação é do coordenador do curso na área no IFRN em Natal, Lunardo de Sena. “Além do curso técnico, elas geralmente pedem um candidato com bom nível de inglês e que tenha desenvoltura em liderança”, diz.

Ele ressalta que mesmo sem oferecer a mesma estabilidade de um emprego estatal, a diferença é que nelas, é possível fazer carreira. “Além disso, elas às vezes pagam melhor do que a própria Petrobrás, cuja vantagem é ainda a estabilidade e o status social, sem desmerecer as demais empresas no ramo”. Dessa forma, ele ressalta que os jovens são atraídos com mais facilidade, em busca de “fazer dinheiro”. “Muitos, por não terem o compromisso de uma família, por exemplo, estão dispostos a dar horas extras recebendo o dobro do salário”, comenta. Mesmo com grande variação de salário de acordo com a função, Lunardo diz que inicialmente, a faixa salarial é de R$ 2 mil, para os contratados.

Ele lembra que os altos salários se devem aos riscos envolvidos no setor. “Teve aluno do curso de Automação do IFRN que conseguiu terminar o curso porque embarcava um mês e no outro comparecia às aulas.

Fonte
Site: Tribuna do Norte

Schlumberger compra Smith e amplia presença em serviços para refinarias

A Schlumberger, maior grupo da área de serviços para refinarias de petróleo, concordou em comprar a americana Smith International, num acordo de ações de US$ 12,4 bilhões. Andrew Gould, o principal executivo da Schlumberger, disse que o acordo possibilitará mudanças significativas na tecnologia de perfuração de poços de petróleo, ajudando as empresas a explorar recursos difíceis de alcançar, tais "shale gas" (tecnologia para processamento de etano).

Segundo o executivo, o declínio nos negócios estimulou o acordo entre as duas empresas. O setor de serviços para refinarias mergulhou numa forte retração como resultado da recessão global e da queda nos preços do petróleo. Recentemente, porém, começaram a surgir sinais de recuperação e a espera-se que a atividade se fortaleça este ano.

Pelo acordo, os acionistas da Smith receberão 0.6966 de ações da Schlumberger por cada ação da Smith. O papel da Smith fechou em alta, na sexta-feira, a US$ 63,90. Avaliada e US$ 76 bilhões, a Schlumberger já era o dobro da rival Halliburton antes da aquisição. A empresa emprega 77 mil pessoas e obteve receita de US$ 22,57 bilhões no ano passado. A Smith tem 21 mil empregados e faturamento anual de US$ 8,2 bilhões.

A Schlumberger planeja alcançar US$ 160 milhões em sinergias no próximo ano e US$ 320 milhões em 2012, inicialmente por meio de corte de custos como a racionalização de funções. A Schlumberger espera que a aquisição adicione valor a seu lucro por ação em 2012. O acordo será agora submetido à avaliação das autoridades antitruste, principalmente nos EUA.

Petrobras descobre duas novas acumulações de petróleo na Bacia de Campos

Com a perfuração de um único poço (6-BR-63A-RJS) a Petrobras descobriu duas novas acumulações de petróleo em reservatórios localizados na Bacia de Campos, uma no pós-sal e outra no pré-sal. O poço exploratório foi perfurado na área de concessão de produção de Barracuda, a cerca de 100 km do litoral do Estado do Rio de Janeiro, em águas onde a profundidade é de 860 metros. A Petrobras já tem estrutura de produção e escoamento instalada na área.

Uma das acumulações descobertas foi em reservatórios carbonáticos do pré-sal e está localizada a 4.340 metros de profundidade. Estimativas preliminares indicam a presença de petróleo leve (28º API), com volumes recuperáveis de, aproximadamente, 40 milhões de barris, em reservatórios com boa produtividade, confirmada pelos testes realizados.

A outra descoberta, também no poço 6-BR-63A-RJS, foi uma acumulação de petróleo em reservatórios arenosos do pós-sal, que já apresentam histórico de produção na área de Barracuda. Estima-se que o volume de óleo recuperável nessa acumulação seja de 25 milhões de barris.

Aproveitando a completa infraestrutura de produção e escoamento já instalada na área, a Companhia estuda a possibilidade de interligar o poço 6-BR-63A-RJS à plataforma P-43, que já opera no Campo de Barracuda. As descobertas serão objeto de plano de avaliação, a ser apresentado brevemente à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).