16 agosto 2010

Sindicato condena mais quatro plataformas

Pelo menos outras quatro plataformas de produção de petróleo operam na Bacia de Campos em estado de manutenção semelhante ao da P-33, interditada na última quinta-feira pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), aponta o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense. O Sindipetro espera reunir provas que resultem também no embargo da P-25, P-31, P-32 e P-35.

O sindicato aguarda apenas o agendamento de vistorias pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT). "Os problemas nessas plataformas são bem parecidos. A P-31, por exemplo, é conhecida pelos petroleiros pelo apelido de Sucatão", diz José Maria Rangel, coordenador-geral do Sindipetro. A P-31 e a P-25 operam no campo de Albacora; as outras duas, assim como a P-33, no campo de Marlim, o maior centro produtor nacional, de onde são extraídos mais de 300 mil barris de óleo por dia.

A retirada de operação da P-33, determinada pela ANP, ocorreu depois que o sindicato divulgou fotos de equipamentos enferrujados, tubulação furada e remendos que, acusam os petroleiros, são feitos com massa epóxi e bandagem. No ofício enviado à Petrobrás, a agência destacou que, durante a fiscalização a bordo, o fiscal "identificou significativos desvios de segurança".


Prominp lança novo edital com 6.874 vagas no estado

A partir de terça-feira, dia 17, trabalhadores, desempregados e estudantes que estão em busca de uma qualificação profissional terão uma nova oportunidade de ingressar ou crescer no mercado de trabalho. É quando terá início o prazo de inscrições para os cursos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp).

A oferta será de 27.915 vagas, distribuídas por 13 estados, para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico (20.601), médio (5.188), técnico (1.286) e superior (840). O Estado do Rio receberá o segundo maior número de oportunidades do país: 6.874. O objetivo é qualificar mão de obra para atender às demandas da indústria nacional de petróleo e gás, especialmente as da Petrobras.

Durante o curso, os candidatos que estiverem desempregados receberão uma bolsa-auxílio, por mês, de R$ 300 (para quem tem nível de escolaridade básico), R$ 600 (ensinos médio e técnico) ou R$ 900 (formação superior).

Conheça a rotina dos trabalhadores em plataforma de petróleo

Mergulhar no cotidiano dos homens e mulheres que trabalham em uma plataforma de petróleo no mar é como viver num mundo de ficção científica. Eles estão imersos em um cenário de tecnologia de ponta, dominado pela exploração submarina de petróleo e gás em plataformas oceânicas que parecem naves interligadas. São os “embarcados” da Petrobras.

Com o objetivo de conhecer a rotina desses trabalhadores, a reportagem do R7 viajou até a plataforma P-26, unidade semi-submergível de exploração de petróleo a 180 km do litoral de Macaé, no Rio de Janeiro.
Veja imagens do cotidiano da plataforma de petróleo.

Após 50 minutos de voo no helicóptero Dauphin AS365N3, chega-se a uma cidade flutuante composta por navios petroleiros e plataformas gigantes na imensidão azul que lembram cenas do filme “Waterworld – O Segredo das Águas”.

A plataforma P-26 é uma unidade de produção de petróleo de bandeira panamenha, localizada no Campo Marlim, na Bacia de Campos (RJ). Construída na Rússia em 1994 e reformada em Cádiz, na Espanha, em 1996, iniciou as atividades de exploração no litoral brasileiro em janeiro de 1998.