03 agosto 2010

Petróleo sobe e registra maior preço desde 4 de maio

O petróleo para entrega em setembro fechou em alta de US$ 2,39, ou 3,03%, em US$ 81,34 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Trata-se do preço de ajuste mais elevado da commodity desde 4 de maio. No plataforma ICE, o contrato de petróleo tipo Brent fechou em alta de US$ 2,64, ou 3,37%, a US$ 80,82 o barril.

O preço do petróleo acompanhou a alta de outras commodities e dos mercados de ações pelo mundo, beneficiados pelo fato de os indicadores de manufatura dos Estados Unidos, da zona do euro e do Reino Unido terem vindo todos melhores que o esperado pelos analista.

Os dados aumentaram a confiança dos investidores com relação à continuidade da recuperação econômica global depois de semanas de sinais mistos. Um otimismo parecido com o atual em relação à demanda futura por commodities dobrou o preço do petróleo em 2009, apesar de as diversas incursões acima dos US$ 80 por barril a partir de outubro do ano passado terem sido breves.

"Estamos retornando ao ponto onde estivemos em 2009, de primeiro comprar as commodities e depois fazer perguntas", observou Phil Flynn, analista da PFGBest.

O petróleo teve alta porcentual maior do que a de outras commodities. O cobre, por exemplo, subiu 2,4% na divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York e o índice industrial Dow Jones fechou em alta de 1,99%. O dólar, considerado um "porto seguro" por investidores temerosos quanto à estabilidade da economia global, atingiu hoje seu nível mais baixo ante o euro desde 4 de maio. A moeda comum europeia chegou a ser transacionada a US$ 1,3196.

Na opinião de Tony Rosado, da GA Global Markets, o barril do petróleo precisa passar dos US$ 82,50 antes de se poder dizer que a faixa de US$ 70 a US$ 80 ficou para trás. E o fato de ter terminado a sessão acima de US$ 80 por barril nesta segunda-feira já é um bom começo, acredita ele.

No entanto, os estoques norte-americanos de petróleo ainda têm potencial de reverter os avanços recentes. O nível das reservas estratégicas encontra-se bem acima da média apesar de meses seguidos de aquecimento econômico.

Lula sanciona projeto que cria estatal do pré-sal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira o projeto de lei que cria a Pré-Sal Petróleo S.A, estatal que irá gerenciar os contratos de exploração de petróleo na camada do pré-sal, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Os membros da diretoria executiva da estatal serão nomeados pelo Presidente da República, por indicação do MME.

O projeto de lei foi aprovado sem vetos. Ou seja, foi mantido na íntegra o texto enviado pelo Senado. A lei deverá ser publicada na edição de amanhã do Diário Oficial da União (DOU).

A Pré-Sal Petróleo vai monitorar as atividades sob o regime de partilha do petróleo e gás da camada pré-sal, inclusive participando dos consórcios que se apresentarem (tendo sempre a Petrobras como participante) para disputar a exploração de áreas do pré-sal. Entretanto, ela não participará diretamente das atividades de exploração e produção e nem da venda do petróleo.

02 agosto 2010

BP fechará poço amanhã (03/08/2010)

A British Petroleum avisou que vai vedar de vez o poço Macondo, no Golfo do México, enquanto o Congresso dos Estados Unidos se prepara para votar reformas destinadas a impor maiores restrições à exploração marítima de petróleo. Bob Dudley, futuro executivo-chefe da empresa, disse que a BP tentará amanhã a chamada “morte estática” do duto danificado, que consiste em tampá-lo com lama e cimento. “Queremos absolutamente matar esse poço. O poço auxiliar estará pronto até o fim do mês de agosto”, afirmou Dudley, principal executivo envolvido na operação e que assumirá o comando geral da companhia em 1º de outubro. A “morte estática” irá interromper o vazamento, que começou em 20 de abril e é o pior derramamento de óleo na história do país.

Já o poço auxiliar servirá para eliminar definitivamente o problema. O almirante da reserva Thad Allen, principal autoridade norte-americana envolvida na operação, havia dito na quinta-feira que esperava a “morte estática” já no fim de semana. Na sexta-feira, Allen afirmou que o procedimento seria adiado até amanhã, para que fossem eliminados detritos e sedimentos encontrados no poço auxiliar, perfurado até grandes profundezas para interromper o vazamento por baixo. Depois da limpeza, a BP poderá terminar de cimentar o duto até o poço auxiliar e realizar a “morte estática”, acrescentou Allen.