13 julho 2010

Tamanho da mancha do vazamento


Comparativamente, digamos que o tamanho proporcional à mancha de petróleo do vazamento do poço da BP, seria esta área escura no mapa a cima, que hoje (13/07/2010) abrangeria o Rio de janeiro, parte do interior de São Paulo e parte do interior de Minas Gerais, realmente assombroso, porém notícias de hoje informam que a BP está tentando mais uma vez, obstruir a saída do petróleo.

Para que você possa ter uma idéia do tamanho do vazamento em outras cidades, clique aqui e verifique. Não esqueça que a mancha cresce a cada dia e o que você for ver hoje, não será o mesmo de amanhã.


Abraços!

O petróleo é nosso, mas não os equipamentos

O petróleo é nosso, porém os equipamentos que ajudam a extraí-lo em geral não o são, como mostrou o levantamento que fizemos em nossa edição de ontem.

Cada país tem uma atividade-chave que impulsiona o setor industrial. No Brasil, nos últimos anos, esse papel foi desenvolvido pela construção civil, que apresentou no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período de 2009, um crescimento de 14,5%, ante 9% do PIB.

Poder-se-ia pensar que os grandes investimentos da Petrobrás, calculados em US$ 40 bilhões por ano, dariam a essa empresa o papel de impulsionar a indústria. Mas não é o que se verifica, pois a Petrobrás vem exibindo uma balança comercial deficitária em virtude das suas encomendas de equipamentos no exterior. Na década de 80, a Petrobrás tinha um papel mais importante do que hoje nas compras à indústria nacional.

Sem dúvida, a Petrobrás se destaca no mundo pela exploração de petróleo em águas profundas, desenvolveu uma tecnologia toda especial e formou técnicos especializados nesse tipo de exploração.

No entanto, parece ter-se esquecido de estimular a indústria nacional no fornecimento dos equipamentos necessários a essa atividade.

Governo dos EUA emite nova proibição a perfurações em alto mar

O Departamento do Interior norte-americano emitiu oficialmente nesta segunda-feira uma nova moratória para as perfurações petrolíferas em alto mar, alegando que estará vigente até 30 de novembro ou mais cedo e que não será mais baseada na profundidade das águas.

"A mais de 80 dias do vazamento de petróleo da BP, é essencial e apropriada uma pausa nas perfurações em águas profundas para proteger a comunidade, as costas e a vida silvestre dos riscos que atualmente oferecem", disse em comunicado o secretário do Interior, Ken Salazar.