31 março 2010

Ecologistas criticam Obama por autorizar prospecção marítima de petróleo

Os defensores do meio ambiente criticaram nesta quarta-feira, dia 31, a decisão do presidente Barack Obama de abrir a prospecção de petróleo e gás de vastas zonas ao longo do litoral dos Estados Unidos.

Obama anunciou nesta quarta-feira a abertura à exploração petrolífera de novas zonas na costa , afirmando que essa "difícil" decisão foi motivada pela necessidade de assegurar a independência energética dos Estados Unidos.

"Nós estamos decepcionados por ter importantes zonas como a da costa ártica e a do Atlântico abertas à exploração de petróleo", declarou em comunicado Michael Brune, diretor geral do Sierra Club, a mais importante organização americana de defesa do meio ambiente.

"O que nos falta são medidas decisivas permitindo o desenvolvimento de fontes de energia 'verde', como as novas regulamentações sobre os carros não poluentes, anunciados nesta semana, mas não novas explorações no mar, contaminantes e caras", completou.

A industria petrolífera já teve acesso a milhões de hectares de terras e água federais e "não é necessário ceder as últimas zonas costeiras públicas protegidas para que essas companhias ganhem mais ainda", julgou Michael Brune.

Ele adverte contra o fato de a exploração petrolífera no Ártico ameaçar as baleias e os ursos polares.

Além disso, afirma esse representante do Sierra Club, "explorar nossa zonas costeiras não contribuirá para baixar o preço do combustível ou reduzir a dependência energética americana do estrangeiro".

Para Phil Radford, diretor geral do Greenpeace, a decisão de Obama fará "aumentar a dependência da América por petróleo, enquanto a China e a Alemanha caminham para a energia renovável".

Além disso, "intensificar a exploração offshore nessas zonas protegidas há décadas ameaça manchar de negro nossos oceanos e as comunidades costeiras", continuou em comunicado

EUA anunciam plano para ampliar exploração de petróleo em alto-mar

O governo dos EUA anunciou nesta quarta-feira uma nova estratégia para perfuração em alto-mar que amplia a exploração de petróleo e gás natural no Oceano Atlântico, no Leste do Golfo do México e no litoral do Alasca. Em um discurso na base aérea de Maryland, nos EUA, o presidente Barack Obama disse que o plano faz parte de uma estratégia energética mais ampla e pediu que os legisladores se unam para aprovar uma legislação abrangente sobre energia e clima, que limite as emissões de gases causadores do efeito estufa.

O anúncio dá ao governo uma alavancagem para convencer os republicanos moderados a apoiarem uma proposta bipartidária que está sendo elaborada por três senadores. "Eu sei que nós podemos nos unir para aprovar uma legislação abrangente sobre energia e clima que vai criar novas empresas e milhões de novos empregos, protegendo nosso planeta e nos ajudando a ficarmos menos dependentes de energia", afirmou Obama.

O presidente e o secretário do Interior dos EUA, Ken Salazar, disseram que o governo planeja manter limites no Oceano Pacífico e na Baía de Bristol, no Alasca, uma região ecologicamente rica.

O governo dos EUA pretende abrir um grande espaço no Leste do Golfo do México e vai estudar o desenvolvimento em algumas regiões do Atlântico. Obama disse que também vai apoiar o desenvolvimento de áreas arrendadas anteriormente no Norte do Alasca, como no Mar Chukchi, onde a Royal Dutch Shell tem investido bilhões de dólares em direitos de exploração.

OGX faz descoberta na Bacia de Campos


A OGX Petróleo e Gás Participações identificou presença de hidrocarbonetos em uma seção do poço 1-OGX-8-RJS, no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos.

"Até o momento, foi identificada uma coluna com hidrocarbonetos de aproximadamente 65 metros com ´net pay´ ao redor de 44 metros em reservatórios carbonáticos da seção aptiana", comunicou a empresa.

O poço OGX-8, chamado Fuji, será perfurado até 3.700 metros.