13 março 2010

Municípios do Rio pressionam contra mudança de royalties


Os municípios fluminenses produtores de petróleo iniciaram uma última ofensiva contra mudanças na distribuição do benefício, incluídas no projeto de lei do pré-sal que pode ser votado hoje na Câmara dos Deputados. Na segunda-feira à noite, entregaram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertando sobre os riscos da aprovação da medida. Hoje, têm encontro marcado com ministros do Supremo Tribunal Federal.

A mobilização teve início na semana passada, com protestos nos principais municípios beneficiados pelos royalties. O foco da ação está na Emenda 387, proposta pelos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), que prevê a distribuição dos royalties segundo os critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), inclusive para os campos já em produção.

A Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) alega que, se aprovada, a mudança provocará a falência das cidades beneficiadas. Cálculos da entidade apontam que, em média, os municípios produtores perderiam 90% de sua arrecadação com o petróleo. Campos, o maior beneficiado, por exemplo, veria sua receita cair dos R$ 838 milhões de 2009 para R$ 1,5 milhão.

Macaé, base das atividades da Petrobrás, passaria a receber o mesmo valor, em vez dos R$ 345 milhões que recebeu no ano passado. O principal argumento em defesa da manutenção dos royalties é o caráter indenizatório da taxa, que foi criada para compensar os impactos ambientais e de infraestrutura causados pela atividade. "Royalty não é tributo e sim indenização paga devido a uma exploração de um bem ou produto", diz a carta entregue a Lula.

A Ompetro, no entanto, reforçou o pleito alegando que a aprovação da Emenda 387 viola a Constituição, por ferir o direito adquirido dos municípios, e sua aprovação poderia criar risco jurídico para o novo marco regulatório do pré-sal. Presidente da entidade, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, disse que Lula se comprometeu a pedir que a bancada governista se atenha aos aspectos regulatórios na votação de hoje, sem avaliar a questão dos royalties.

A votação da Emenda está suspensa por manobra regimental do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alegando que não há assinaturas de apoio à emenda. A decisão de votação está nas mãos do presidente da Câmara, Michel Temer. O texto anterior sobre os royalties foi aprovado em dezembro na forma de substitutivo do deputado Henrique Alves (PMDB-RN), que mantém o modelo de distribuição para contratos existentes. Nos novos contratos do pré-sal, aumenta os royalties de 10% para 15%, dividindo-os entre União (22%), Estados produtores (25%), municípios produtores (6%), municípios com instalações de embarque e desembarque (3%). Os 44% restantes são distribuídos entre todos os demais Estados e municípios.

05 março 2010

Profissões nas áreas de engenharia de petróleo e ambiental e de informática são as que mais crescerão nos próximos anos

Engenharia de petróleo e ambiental e analista de sistemas computacionais são as carreiras profissionais de nível superior com maiores perspectivas de crescimento no país até 2015.

É o que revela pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) nas 415 indústrias brasileiras, responsáveis pela criação e manutenção de 495.825 empregos formais em todo o país, de acordo com a gerente de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Regina Malta.

“São, na verdade, ocupações que têm uma importância grande na cadeia de petróleo e gás, ou estão relacionadas à área ambiental e, também, à questão de tecnologia da informação (TI). Essa é uma vertente muito importante hoje para o conjunto das empresas, devido à informatização dos processos administrativos e evolução tecnológica em termos de automação”.

No nível técnico, a sondagem identificou maior expectativa de expansão para os trabalhadores ligados à construção civil, à indústria química e petroquímica, destacando refino de petróleo e gás, além de fabricação de produtos plásticos, borracha e farmacêuticos.

O aumento estimado das ofertas de trabalho na construção civil está relacionado às obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e também aos investimentos públicos ligados à Copa de 2014 e às Olimpíadas. Do mesmo modo, o setor tem a influência positiva dos investimentos programados pelas empresas privadas para novas instalações.

Regina Malta destacou três grandes áreas de expansão da oferta de emprego na indústria nacional: infraestrutura, envolvendo portos, rodovias e ferrovias; indústria de transformação, liderada pela atividade de petróleo e gás, com reflexos em toda a cadeia produtiva; e a questão do conhecimento e tecnologia da informação.

A pesquisa Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira – 2015, da Firjan, aponta as profissões industriais que estão em alta no mercado e que poderão ser vistas na 6ª Olimpíada do Conhecimento que o Senai realiza na próxima semana, no Rio.

Regina Malta observou que das 48 ocupações representadas no torneio, 24 apresentam índice de crescimento. Os carros-chefe no âmbito do Senai são as tecnologias de construção e edificações e tecnologias de manufatura e engenharia.

Mais uma profissão que deverá continuar em ascensão até 2015 é a ligada às telecomunicações. Uma necessidade reforçada pela exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a Copa de 2014 para que os estádios ofereçam em seu entorno telefonia e internet. Essa área está ligada à tecnologia da informação, disse Regina.

“Tem uma convergência importante aí na questão de telecomunicações e o desenvolvimento de conteúdo e softwares (programas de computador) para celulares. É a chamada telemática: telecomunicações e informática”, afirmou.

Fonte
Autor: Alana Gandra
Site: Agência Brasil

Mais um pouco de Listening

Sabe quando a gente começa alguma atividade no maior entusiasmo, cheio de vontade? E daí vem o dia-a-dia e aquele monte de coisa para fazer. Não é de propósito, mas num dia a gente esquece, no outro não dá tempo, no dia seguinte bate preguiça, e no outro aquele pensamento passa pela nossa mente como um flash: Isso não tá funcionando.

Como Falar Inglês, Lição 4: A importância de facilitar as coisas (Ana Luiza - Inglês Online) 
Ugh. É aí que a atividade começa a deixar de ser interessante, legal, boa, e sem perceber a gente começa a evitar. Quando alguém pergunta, a gente fala Ah, não tem dado pra fazer muito, mas eu vou fazer! Sério! (quem aí já começou e abandonou academia mais de 3 vezes levanta a mão!)
É por isso que a melhor maneira de implementar uma rotina eficaz de listening é minimizando o esforço envolvido. Ouvir um programa que você compreende bem e acha legal já é meio caminho andado. 
E se você conseguir dissociar "fazer listening" da ideia de "estudar inglês", melhor pra você. "Estudar inglês" para muita gente significa obrigação e dificuldade, e o que eu estou tentando descrever nesse e-curso não tem muito a ver com isso. 

Como facilitar as coisas?

1. Escolha um programa de áudio como base e coloque seu foco nele

Algo que acontece muito quando as pessoas atingem um certo nível de compreensão é querer experimentar de tudo um pouco. Nada contra, mas se você não se decidir isso vai dificultar a formação de uma rotina eficaz.
  • Primeiro, porque você vai acabar ouvindo um monte de coisa que não entende direito, e vai achar que é listening que não funciona.
  • Segundo, porque pode acontecer de você cada dia querer achar uma coisa diferente... No problem, mas isso toma tempo e ninguém tem muito tempo sobrando! Escolha um programa legal pra você, comece a ouvir, e no resto do tempo procure outras coisas se quiser.
  • Terceiro, há uma vantagem muito grande em se tornar ouvinte regular de um programa. Os hosts(apresentadores) são pessoas como a gente e tem a sua maneira própria de se expressar. Eles acabam repetindo várias estruturas e expressões favoritas deles ao longo dos episódios, o que só ajuda a sua compreensão e aquisição do inglês. Além disso, e super importante - com o tempo você se acostuma à pessoa e até se afeiçoa a ela, o que contribui não só para manter o interesse mas para criar uma sensação de familiaridade. Inglês deixa de ser aquela coisa estranha e passa a ser algo que você ouve de alguém conhecido.
  • E finalmente, é mais fácil se organizar quando você tem um programa como base. Minimize o trabalho selecionando e baixando vários episódios de uma vez e imprimindo várias transcrições ao mesmo tempo.

2. Quanto mais "pronto" o programa estiver para você compreendê-lo, melhor

Quando você consegue entender bem um áudio usando a transcrição, mas sem ela sua compreensão cai para 40, 50%, você fica na dependência da transcrição. Isso limita DEMAIS as suas oportunidades para um listening eficaz. Por quê? Porque se você quiser entender bem vai ter que estar sentado, com o papel na mão ou o olho no computador e não pode estar fazendo mais nada. Não compensa. Por outro lado, ficar ouvindo áudio difícil cansa logo.
Escolha um programa onde a transcrição ou o dicionário não sejam suas principais fontes de compreensão, mas sim o próprio áudio. Você vai progredir e chegar no inglês mais difícil na hora certa. Deixe pra ler a transcrição quando estiver em casa, para você poder aproveitar as várias oportunidades de ouvir quando estiver fora também.

3. Player de mp3 ou computador?

A não ser que você tenha uma forte preferência por ouvir áudio no computador, se você não tem ainda um player de mp3 eu acho que você deveria investir em um. Ele facilita demais as coisas e é um dos investimentos mais importantes que você pode fazer para chegar à fluência.
Um player é super prático e pode ser a diferença entre ter uma rotina legal de listening ou não. Vou te dizer por quê:
  • Um player é leve, você enfia no bolso e leva onde quiser. Você pode aproveitar qualquer "10 minutos" dentro ou fora de casa para ouvir.
  • É fácil de usar. Você grava e apaga coisas no player a hora que quiser, sem nenhum software complicado.
  • Usamos o computador para fazer várias outras coisas, e é facílimo se distrair com email, internet, etc. O player de mp3 existe para tocar seu áudio e com ele não tem distração.

4. Não mude a sua rotina


Não comece querendo mudar sua rotina pra fazer listening, pois isso pode virar obstáculo. Faça o contrário e encaixe o listening onde der.
Pense agora nos momentos do dia e da noite em que você pode colocar os fones no ouvido e apertar o PLAY. As melhores oportunidades são atividades mecânicas (em que você não precisa prestar muita atenção no que está fazendo) e quando você tem que esperar:
  • lavando prato
  • varrendo a casa
  • preparando almoço ou jantar
  • na sala de espera do médico ou dentista
  • parado no trânsito
  • no ônibus ou metrô <-- muito barulho, não é recomendado tentar ouvir áudio no seu player nesses lugares
  • no supermercado*
  • na fila do banco*
  • passeando com o cachorro*
*uma observação a respeito das atividades na rua: é muito, muito fácil se distrair quando estamos na rua ou local público. Você vai ter que estar mais consciente disso se resolver praticar seu listening de inglês na rua, para conseguir manter a atenção (e para não esquecer de olhar antes de atravessar)

Deixe seu player num lugar fácil e à mão: no meu caso, eu faço listening toda vez que estou na cozinha e quando saio para passear com o cachorro. Cada 10 minutos que você tiver contam.